
"Hoje é o último dia do ano e nesse momento penso em tudo que vivi, aceitando as dores e abandonando os erros. Tudo isso sem abandonar em qualquer gaveta os ofícios do meu coração.
É estranho pensar em mim como passado... Mas é com orgulho que engrandeço a minha vida, ao dizer: o que passou, passou! Amei, deixei, fui deixada. É profunda a imensidão do partir. Chorei e em cada lágrima reconstruí o brilho de minha alma: é no choro que me perco e me procuro outra vez.
Obrigo-me a me conformar que o meu existir é feito de altos e baixos, assim que sou... Essa montanha-russa do ir e do vir.
É estranho, mas meu coração não consegue dizer uma palavra. Parei o mundo dentro de mim, e estou chocada com a maldade que o silêncio fez com meus sentimentos.
Mas mesmo assim, espero pelo amanhecer: não quero chorar tanto. Esse fim de ano é como uma brisa fresca que vem e leva os sentimentos ruins para o fim do horizonte.
E leva só para reafirmar que a verdadeira liberdade é a arte de viver... A arte de respirar."
Respira-me.
Carolina Medeiros
É estranho pensar em mim como passado... Mas é com orgulho que engrandeço a minha vida, ao dizer: o que passou, passou! Amei, deixei, fui deixada. É profunda a imensidão do partir. Chorei e em cada lágrima reconstruí o brilho de minha alma: é no choro que me perco e me procuro outra vez.
Obrigo-me a me conformar que o meu existir é feito de altos e baixos, assim que sou... Essa montanha-russa do ir e do vir.
É estranho, mas meu coração não consegue dizer uma palavra. Parei o mundo dentro de mim, e estou chocada com a maldade que o silêncio fez com meus sentimentos.
Mas mesmo assim, espero pelo amanhecer: não quero chorar tanto. Esse fim de ano é como uma brisa fresca que vem e leva os sentimentos ruins para o fim do horizonte.
E leva só para reafirmar que a verdadeira liberdade é a arte de viver... A arte de respirar."
Respira-me.
Carolina Medeiros