Quarta-feira, Maio 30, 2012

Você merece tanta felicidade sabe?


“Merece ir dormir na tranquilidade e acordar com um sorriso porque está vivendo a melhor época da sua vida. Você merece pessoas verdadeiras, amigos mais próximos e gente desinteressada. Você merece leveza na alma e paz no espírito. Você merece tudo isso de verdade e rezo por você todas as noites, rezo para que tudo isso aconteça logo.”

— Cartas Para Julietta

Quinta-feira, Maio 17, 2012

Salve o amor, por favor!


Salve o amor. Aquele de conchinha e barba na nuca, que pode durar pra sempre ou só até amanhã. Aquele amor sem medo, sem freio, que ama e pronto. Salve o amor que a gente dá e pega de volta outra hora, outro dia, com outra pessoa. Aquele aconchego facinho que não posa, não se esforça, não finge. Salve o amor-próprio, que resolve a vida de muitos, o amor das amigas, que aguenta, arrasta e levanta. Salve o amor na pista, que roça, se esfrega se joga e vai embora. Um amor só pra hoje, sem pacote pra presente, sem laço ou dedicatória. Salve o primeiro amor, que rasgou, perfurou, corroeu... ensinou. Salve o amor selvagem, o amor soltinho, o amor amarradinho. Salve o amor da madrugada, sincero enquanto dure e infinito posto que é chama. Salve o amor nu, despido de inverdades e traquitanas eletrônicas. Salve o amor de dois a dez, um amor sem vergonha, sem legenda. Salve o amor eterno, preenchido de muitos ardores. Salve o amor gigante, mas sem palavras, o rotativo e o escrito, salve o amor rimado, cego, de quatro. Salve o amor safado, sincero e sincopado, o amor turrão e o encaixado.

Lia Block

"As vezes gostaria de ser muitas para acalentar tanta vida que há em mim... gostaria de multiplicar todos os abraços e conservar sempre um olhar fresco para a belezuras que me rodeiam, cultivar mudinhas de amor regadas por uma pequena cascata de alegrias…"

Cintia Gasparetto

"Eu sou um ser totalmente passional. Sou movida pela emoção, pela paixão... tenho meus desatinos... Detesto coisas mais ou menos... Não sei conviver com pessoas mais ou menos... Não sei amar mais ou menos... Não me entrego de forma mais ou menos... Se você procura alguém coerente, sensata, politicamente correta, racional, cheia de moralismo... Esqueça-me!"

Clarice Lispector

Terça-feira, Maio 15, 2012


"Tô me aproximando de tudo que me faz completo, me faz feliz e que me quer bem. Tô aproveitando tudo de bom que essa nossa vida tem. Tô me dedicando de verdade pra agradar um outro alguém. Tô trazendo pra perto de mim quem eu gosto e quem gosta de mim também. Ultimamente eu só tô querendo ver o ‘bom’ que todo mundo tem. Relaxa, respira, se irritar é bom pra quem? Supera, suporta, entenda: isento de problemas eu não conheço ninguém. Queira viver, viver melhor, viver sorrindo e até os cem. Tô feliz, to despreocupado, com a vida eu to de bem."

Caio Fernando Abreu.

“Só que aí eu acabei mudando. E foi mudança aos poucos, porque até hoje me dou conta de coisas minhas que já não estão mais lá e, quem roubou, eu jamais vou saber. O sorriso mudou e a vontade de sorrir pra qualquer pessoa também, graças a Deus. Foi por sorrir tanto de graça que eu paguei tão caro por todas as coisas que me aconteceram. Às vezes me pego olhando ao meu redor e vendo tanta menina parecida comigo. Tanto sentimento gritando de bocas caladas e escorrendo de peles secas. Tanta coisa acontece com a gente. Tanta gente passa pela gente, mas tão pouca gente realmente fica. E eu sei que, talvez, eu tivesse que ficar triste. Talvez eu tivesse que continuar secando lágrimas, abraçando o vento e rindo no vácuo, mas o fato é que eu não consigo. Eu não consigo mais ser triste só para mostrar que um dia eu fui - ou achei que tivesse sido - feliz. Aprendi com os meus próprios erros que sofrer não torna mais poético, chorar não deixa mais aliviado e implorar não traz ninguém de volta. Aprendi também que por mais que você queria muito alguém, ninguém vale tanto a pena a ponto de você deixar de se querer. Eu que gritei para tantas pessoas ficarem, hoje só quero mesmo é que elas sumam de uma vez por todas. E em silêncio, que é pra ninguém ter porque se lamentar.”

Tati Bernardi

"Olha menino, eu não gosto nem um pouco dessa sua mania de deixar minha mente confusa, tão confusa que nem Tati e Caio resolvem, nem chocolate, nem livro bom, nem comédia romântica, noitada com as amigas, nada. Nada resolve. Tô cansada de te ver rindo pelos cantos, levando tudo de um jeito fácil, sem complicações, sem sentir falta de nada. Da vontade de olhar bem no fundo dos teus olhos e gritar: Tá tudo inteiro ai dentro? Não tá faltando uma pessoa? Por que só doí em mim?"

Beijos, blues e poesia

“Olha, Menino, o que eu procuro, é uma coisa estranha que muitas meninas
passam pela vida sem conhecer ou sentir falta: compatibilidade.
Eu procuro eu mesma nos outros, ou algo parecido.”

Verônica Heiss

Domingo, Maio 13, 2012

“Depois de sonhar tantos anos, de fazer tantos planos de um futuro pra nós. Depois de tantos desenganos, nós nos abandonamos como tantos casais. Quero que você seja feliz, hei de ser feliz também. Depois de varar madrugada, esperando por nada, de arrastar-me no chão, em vão. Tu viraste-me as costas, não me deu as respostas que eu preciso escutar. Quero que você seja melhor, hei de ser melhor também. Nós dois já tivemos momentos, mas passou nosso tempo, não podemos negar. Foi bom, nós fizemos histórias, pra ficar na memória e nos acompanhar. Quero que você viva sem mim, eu vou conseguir também. Depois de aceitarmos os fatos, vou trocar seus retratos pelos de outro alguém. Meu bem, vamos ter liberdade para amar a vontade, sem trair mais ninguém. Quero que você seja feliz, hei de ser feliz também. Depois.”

Marisa Monte - Depois.



Um Feliz Dias das Mães!!!

Quinta-feira, Maio 03, 2012

“Vou rir bastante, manter um ar distante
e esquecer quanto tempo faz.”


Martha Medeiros


“Ele não sabe mais nada sobre mim. Não sabe que o aperto no meu peito diminuiu, que meu cabelo cresceu, que os meus olhos estão menos melancólicos, mas que tenho estado quieta, calada, concentrada numa vida prática e sem aquela necessidade toda de ser amada.

Ele não sabe quantos livros pude ler em algumas semanas. Não sabe quais são meus novos assuntos nem os filmes favoritos. Ele não sabe que a cada dia eu penso menos nele, mas que conservo alguma curiosidade em saber se o seu coração está mais tranqüilo, se seu cabelo mudou, se o seu olhar continua inquieto.

Ele nem imagina quanta coisa pude planejar durante esses dias todos e como me isolei pra tentar organizar todos os meus projetos. Ele não sabe quantos amigos desapareceram desde que me desvencilhei da minha vida social intensa. Que tenho sentido mais sono e ainda assim, dormido pouco. Que tenho escrito mais no meu caderno de sonhos. Que aqui faz tanto frio, ele não sabe por mim.

Ele não sabe que eu nunca mais me atentei pra saudade. Que simplesmente deixei de pensar em tudo que me parecia instável. Que aprendi a não sobrecarregar meu coração, este órgão tão nobre. Ele não sabe que eu entendi que se eu resolver a minha dor, ainda assim, poderei criar através da dor alheia sem precisar sofrer junto pra conceber um poema de cura.

Hoje foi um dia em que percebi quanta coisa em mim mudou e ele não sabe sobre nada disso. Ele não sabe que tenho estado tão só sem a devastadora sensação de me sentir sozinha. Ele não sabe que desde que não compartilhamos mais nada sobre nós, eu tive que me tornar minha melhor companhia: ele nem imagina que foi ele quem me ensinou esta alegria.”


Marla de Queiroz

Domingo, Abril 15, 2012

E entre tudo que ele poderia ser pra mim,
ele escolheu ser saudade.


Caio Fernando Abreu.


Você foi sem que eu conseguisse dar um tchau ou um até breve. Adeus só dou para aqueles que não mais verei e você, definitivamente, não está nessa lista. Nos veremos muitas e muitas e muitas vezes. Mesmo assim eu gostaria de ter te abraçado e ter dito tudo que você significa na minha vida. Tenho um medo metade suave e metade áspero que você não saiba ao certo o quanto eu te amo e como eu ainda preciso, acredite, que você me defenda (não mais de bruxas e monstros, mas dos meus próprios fantasmas).

Fui embora e no caminho pingos de chuva coloridos molhavam o vidro do carro. Pessoas em silêncio, fazendo análises silenciosas e, quem sabe, confissões para seus pensamentos e afastando possíveis temores. Mas eu só olhava pela janela, observava os carros indo e vindo, os pára-brisas em movimentos precisos em total descompasso com meu coração indeciso. Você sabe que no seu lugar ficou uma saudade rosa pink que de vez em quando muda de cor e se torna doída?

O barulho da chuva me trouxe a lembrança de que sempre estivemos juntos. Eu, você e nossos defeitos. Eu e você, imperfeitos. Cada um de um jeito, cada jeito incompleto, nossos laços eternos. E eu me pergunto: será mesmo? O tempo afasta até mesmo aqueles que são unidos por amores invisíveis, por um sangue idêntico que circula em veias aparentes. Na volta para casa eu percebi que meu lugar ainda é aqui. Mas você já tinha ido faz tempo.

Em muitas noites você me socorreu, em muitos dias eu te defendi. Em várias noites você chorou no meu ombro, em várias madrugadas eu tirei os meus melhores conselhos e cafunés da fronha. E assim nós fomos vivendo...

Você foi embora. De uma hora para a outra o meu único elo com o passado, a minha única referência de futuro pegou as malas e saiu sem data certa para voltar. Você voltou. E foi novamente.
E voltou e foi...sem mais voltar.


Nós crescemos, talvez você tenha evoluído mais do que eu, afinal, você sempre foi mais centrado, prático, esforçado, competente e racional. Eu sempre fui a avoada, emotiva, atrapalhada e sempre andei de mãos dadas com a preguiça. O que eu realmente quero que você saiba é que não importa o tempo que passe, o que aconteça ou o que a vida nos ensine. Não interessa quem somos ou quem vamos nos tornar. O que vale é o que carregamos dentro de nós.

E você, guarde isso na memória para todo o sempre, eu carrego junto comigo todos os dias.

Clarissa Corrêa.
"Porque tenho sido tudo, e creio que minha
verdadeira vocação
é procurar o que
valha a pena ser."


Monteiro Lobato


"Nasci nas ruas de pensamentos solitários. Não tinha sentimento para morar. Fui explorado por medos que me aprisionaram distante de onde eu era. Desisti de me libertar por muito tempo, até que um dia tentei. Fugi, e por não saber para onde ir, morei na própria ida. Falido, vivia em personalidades de aluguel, das mais baratas que encontrava. Cheguei a erros que me furtaram algumas esperanças que economizei desde cedo. Cheguei ao passado disfarçado de futuro. Cheguei a paixões que nem sempre chegaram a mim. Sem saída, cheguei à tristeza. Mas minha tristeza nunca soube me acolher. Cheguei a sonhos, depois à insegurança. Depois a sonhos. Voltei, encorajei, passava por contradições na ida-volta-e-não-ida. Guardei o endereço de algumas palavras que fiz amizade no caminho, mas nunca encontrei as verdadeiras palavras que me inventaram.

Hoje, superei meu abandono e transformei-me em uma re-invenção de mim. Não procuro mais onde viver, realizei meu sonho: sou casa própria. Estou sempre em obras e aberto a visitas. Uma moradia sólida, espaçosa e um hospedeiro insaciável: abrigo mais do que fui capaz de ser.

Sou muito mais do que já fui capaz de abrigar."

Fernando Palma
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