23 de abril de 2013


Nem especialmente alegre ou triste se precisa estar. Ocorre como os chamados movimentos autônomos do corpo. Sem aviso me apanho cantando: "... Atestam-te os meus olhos rasos d'água a dor que a tua ausência me causou...." São preciosos registros, farelos de ouro, retalho de pano bom. Me levanto para guardar, botar no cofre, certamente em vão, têm natureza de nuvem, passam. Você olha, acha bonito, mas segurar não pode. Sofro por causa do meu espírito de colecionador-arqueólogo. Quero pôr o bonito numa caixa com chave para abrir de vez em quando e olhar. [...]

Adélia Prado

4 Comentários ♥:

Ângelo Feinhart disse...

Gi, os preciosos registros de nossa alma realmente nos fazem cantar imperceptivelmente essa canção. Saudade é garimpara onde já deu ouro e agora só dá esperança. Beijo

Dani disse...

Essa nossa mania de querer guardar objetos que nos trazem boas nostalgias...

Beijos

Fernando Santos (Chana) disse...

Que a tristeza te convença
Que a saudade não compensa
E que a ausência não dá paz
E o verdadeiro amor de quem se ama
Tece a mesma antiga trama
Que não se desfaz
E a coisa mais divina
Que há no mundo
É viver cada segundo
Como nunca mais...
~Vinícius de Morais
Cumprimentos

Thais Proença disse...

Lindo texto!

http://hopelesstha.blogspot.com.br/
<3

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Sinta-se plenamente livre para expor suas idéias.
Eu fico imensamente grata por sua atenção e pelo
carinho dedicado.

Beijos!

Gisele

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