31 de outubro de 2010


Caio F. Abreu


Clarice Lispector


Clarice Lispector


Clarice Lispector

29 de outubro de 2010

Ela tem cara de menina mimada, um quê de esquisitice, uma sensibilidade de flor, um jeito encantado de ser, um toque de intuição e um tom de doçura.
Ela reflete lilás, um brilho de estrela, uma inquietude, uma solidão de artista e um ar sensato de cientista.
Ela é intensa e tem mania de sentir por completo, de amar por completo e de ser por completo.
Dentro dela tem um coração bobo, que é sempre capaz de amar e de acreditar outra vez.
Ela tem aquele gosto doce de menina romântica e aquele gosto ácido de mulher moderna.
Caio F. Abreu

28 de outubro de 2010

"Estou atrás do que fica atrás do pensamento. Inútil querer me classificar: eu simplesmente escapulo. Gênero não me pega mais. Além do mais, a vida é curta demais para eu ler todo o grosso dicionário a fim de por acaso descobrir a palavra salvadora. Entender é sempre limitado. As coisas não precisam mais fazer sentido. Não quero ter a terrível limitação de quem vive apenas do que é possível fazer sentido. Eu não: quero é uma verdade inventada. Porque no fundo a gente está querendo desabrochar de um modo ou de outro."
Clarice Lispector

Caio F. Abreu


Eu procuro um amor que ainda não encontrei
Diferente de todos que amei.
Nos seus olhos quero descobrir uma razão para viver,
E as feridas dessa vida eu quero esquecer.
Pode ser que eu a encontre numa fila de cinema,
Numa esquina,
Ou numa mesa de bar.
Procuro um amor que seja bom pra mim .
Vou procurar, eu vou até o fim.
E eu vou tratá-la bem,
Pra que ela não tenha medo,
Quando começar a conhecer os meus segredos
Segredos - Frejat


Eu te desejo, muitos amigos
Mas que em um você possa confiar,
E que tenha até inimigos
Pra você não deixar de duvidar.
Que seja por um dia, e não o ano inteiro.
E que você descubra que rir é bom,
mas que rir de tudo é desespero.
Desejo que você tenha quem amar.
E quando estiver bem cansado
Ainda, exista amor pra recomeçar.
Pra recomeçar...
Amor Pra Recomeçar - Frejat


Bem mais que o tempo
Que nós perdemos
Ficou pra trás também o que nos juntou
Ainda lembro o que eu estava lendo
Só pra saber o que você achou
Dos versos que eu fiz
E ainda espero
Resposta
Resposta - Skank

26 de outubro de 2010
Quando, finalmente,
Ana Jácomo


"Aprendi com as Primaveras a me deixar cortar
Cecília Meireles

25 de outubro de 2010
Bye Bye Tristeza

Companheira, sei que você vai chorar quando ler esta carta. Vai ser difícil para mim, pois me acostumei à sua presença, porém não vejo mais motivos para continuarmos juntas.
Perdi anos de minha vida ao seu lado, tristeza, acreditando que o amor não existe e o mundo não tem jeito. Você é péssima conselheira.
Chegou a hora de dar chance à alegria, que há muito tem mostrado interesse em passar um tempo comigo.
Desde criança, abro mão de muita coisa por você. Festas a que não fui porque você não me deixou ir, paisagens lindas nas quais não reparei porque você exigiu de mim total atenção.
Quero de volta meus discos de dance music, que você tirou da prateleira. E minhas roupas estampadas, que sumiram do meu armário depois que você se instalou aqui.
Quero ver a vida por outros olhos, que não os seus. Quero beber por outros motivos, que não afogar você dentro de mim.
Como disse Lulu hoje de manhã no carro a caminho do trabalho: Não te quero mal, apenas não te quero mais.
Fernanda Young


A verdade é que me enchi, De você, de nós, da nossa situação sem pé nem cabeça. Não tem sentido continuarmos dessa maneira. Eu, nessa constante agonia o tempo todo imaginando como você vai estar. E você, numas horas doce, noutras me tratando como lixo. Não sou lixo. Tampouco quero a doçura dos culpados, artificial como aspartame.
Fico pensando como chegamos a esse ponto. Não quero mais descobrir coisas sobre você, por piores ou melhores que possam ser.
Assim, chega. Chega de brigas, de berros, de chutes nos móveis. Chega de climas, de choros, de silêncios abismais. Para quê, me diz? O que, afinal, eu ganho com isso? A companhia de uma pessoa amarga, que já nem quer mais estar ali, ao meu lado, mas em outro lugar?
Sinceramente, abro mão. Vou atrás de um outro jeito de viver a minha vida, já que em qualquer situação diferente estarei lucrando.
Bom é isso, se agora isso ainda me causa alguma tristeza, tudo bem. Não se expurga um câncer sem matar células inocentes.


Sua falta me acordou pela manhã
e me sufocou durante toda a tarde
Não me lembro o que fiz durante a noite
e já não é mais madrugada.
Os pássaros estão tão irritantes
e você não esta aqui para dizer
o quanto eu sou idiota.
O cara do correio me roubou
ou será que foi mesmo você
que não se lembrou?
Eu esperava uma carta,
com algumas interrogações
e eu até te contaria as novidades
mas acontece que desde que você se foi
nada mudou por aqui.
Autor?



A partir desta data,
Aquela mágoa sem remédio
é considerada nula
E sobre ela - silêncio perpétuo
Extinto por lei todo remorso
Maldito seja quem olhar para trás,
Lá prá trás não há nada,
E nada mais.
Paulo Leminski

22 de outubro de 2010

"Porque quando fecho os olhos, é você quem eu vejo; aos lados, em cima, embaixo, por fora e por dentro de mim. Dilacerando felicidades de mentira, desconstruindo tudo o que planejei, abrindo todas as janelas para um mundo deserto. É você quem sorri, morde o lábio, fala grosso, conta histórias, me tira do sério, faz ares de palhaço, pinta segredos, ilumina o corredor por onde passo todos os dias."
Caio F. Abreu



“Não sei, até hoje não sei se o príncipe era um deles. Eu não podia saber, ele não falava. E, depois, ele não veio mais. Eu dava um cavalo branco para ele, uma espada, dava um castelo e bruxas para ele matar, dava todas essas coisas e mais as que ele pedisse, fazia com a areia, com o sal, com as folhas dos coqueiros, com as cascas dos cocos, até com a minha carne, eu construía um cavalo branco para aquele príncipe. Mas ele não queria, acho que ele não queria, e eu não tive tempo de dizer que quando a gente precisa que alguém fique a gente constrói qualquer coisa, até um castelo.”
Caio F. Abreu


A vida deve ser composta de momentos verdadeiros
Que quando lembrados provocam suspiros.
Feita de dias que fazem tudo valer a pena
Mesmo que aconteça exatamente o oposto ao que foi planejado.
A rotina só cria outra cara,
Só veste outra roupa,
Quando nossos olhos vão em busca de alimento pra alma
Ao invés de esperar que alguém mate nossa fome.
É nessa hora que a gente alcança o que ninguém pode ver!
Fernanda Gaona

Caio F. Abreu


Tati Bernardi



"O correr da vida embrulha tudo,
a vida é assim: Esquenta e esfria,
Aperta e afrouxa,
Sossega e depois desinqueta.
O que ela quer da gente é
Guimarães Rosa

que podia ouvir e entender estrelas.
Só quem ama pode."
Caio F. Abreu



Pc Siqueira


“Não é que pensei outra coisa de gente grande?
Esta é assim: tudo que parece meio bobo é sempre muito bonito,
porque não tem complicação. Coisa simples é lindo.
E existe muito pouco (…)
É que vezenquando dá uma saudade na gente dessas coisas.
São todas coisas simples.
bobas, muito bonitas (...)
E acho que escrever uma história é uma coisa muito boa.
O coração da gente fica mais quentinho
e a gente gosta mais das pessoas (...)
A coisa que uma pessoa mais precisa na vida
é gostar das outras pessoas e ser gostada, também.
Aí, pra ser gostado, a gente escreve
histórias”
Caio F. Abreu


mas por dentro eu te devoro.
Teu olhar não me diz exato quem tu és,
mesmo assim eu te devoro.
Te devoraria a qualquer preço
porque te ignoro ou te conheço.
É um milagre tudo o que Deus criou pensando em você,
fez a via-láctea, fez os dinossauros,
sem pensar em nada fez a minha vida e te deu,
sem contar os dias que me faz morrer sem saber de ti, jogado à solidão,
mas se quer saber se eu quero outra vida, não, não.
Eu quero mesmo é viver pra esperar,
esperar devorar você.”


aceitar com menos sofrimento,
entender com mais tranqüilidade,
e querer com mais doçura."
Lya Luft

20 de outubro de 2010

"Ela também teve seu coração machucado. Dilacerado, imagino. Normal. Desse mal, meu bem, ninguém escapa. Mas o bom disso tudo é que agora consigo abrir meu coração sem rodeios. Sim, amei sem limites. Dei meu coração de bandeja. Sim, sonhei com casinhas, jardins e filhos lindos correndo atrás de mim. Mas tudo está bem agora, eu digo: agora. Houve uma mudança de planos e eu me sinto incrivelmente leve e feliz. Descobri tantas coisas. Tantas, Tantas. Existe tanta coisa mais importante nessa vida que sofrer por amor. Que viver um amor. Tantos amigos. Tantos lugares. Tantas frases e livros e sentidos. Tantas pessoas novas. Indo. Vindo. Tenho só um mundo pela frente. E olhe pra ele. Olhe o mundo! É tão pequeno diante de tudo o que sinto. Sofrer dói. Dói e não é pouco. Mas faz um bem danado depois que passa. Descobri, ou melhor, aceitei: eu nunca vou esquecer o amor da minha vida. Nunca. Mas agora, com sua licença. Não dá mais para ocupar o mesmo espaço. Meu tempo não se mede em relógios. E a vida lá fora, me chama!"


Sigo a vida conforme o roteiro, sou quase normal por fora, pra ninguém desconfiar. Mas por dentro eu deliro e questiono. Não quero uma vida pequena, um amor pequeno, um alegria que caiba dentro da bolsa. Eu quero mais que isso. Quero o que não vejo. Quero o que não entendo. Quero muito e quero sem fim. Não cresci pra viver mais ou menos, nasci com dois pares de asas, vou aonde eu me levar. Por isso, não me venha com superfícies, nada raso me satisfaz. Eu quero é o mergulho. Entrar de roupa e tudo no infinito que é a vida. E rezar – se ainda acreditar – pra sair ainda bem melhor do outro lado de lá.
Fernanda Mello


Martha Medeiros


“Eu gostaria de lhe agradecer pelas inúmeras vezes que você me enxergou melhor do que eu sou. Pela sua capacidade de me olhar devagar, já que nessa vida muita gente já me olhou depressa demais.”
Pe. Fábio de Melo



15 de outubro de 2010

Pc Siqueira
